Um bilhete de agradecimento
A frase que você conhece fecha um trecho de prestação de contas. Na leitura de Matthew Henry,
Filipenses 4 termina com uma lição sobre a aritmética do suficiente. A oferta dos filipenses era
pequena — enviaram apenas para a sua necessidade
, nota Henry, pois Paulo não desejava
supérfluos nem finuras
— mas era fiel: enviastes uma e outra vez
, quando tantos
doadores contam um único ato de caridade como dever de uma vida inteira.
Paulo se alegrou, diz Henry, porque a oferta era uma evidência do afeto deles por ele e do
sucesso do seu ministério entre eles
— prova de que o evangelho tinha criado raízes, não
socorro para um homem desesperado.
A conta estranha
Segue-se a contabilidade do próprio Paulo, e ela é deliberadamente estranha: um prisioneiro
declara que tem tudo. Henry a afia numa pergunta — que pode um homem desejar mais do que o
suficiente
? — e num retrato: um cristão celestial, ainda que tenha pouco, tem o
suficiente
. O versículo 13 está de pé dentro dessa economia. A força que Cristo supre é o
que torna o pouco suficiente e o muito seguro; e a própria oferta, escreve Henry, foi tão
honrada nesta carta que certamente nunca houve presente tão bem retribuído
.
Então, o que você pode?
Dentro dessa economia, a frase significa: você pode atravessar. Pode passar por um mês em que o dinheiro não fecha sem se desesperar, e por um ano em que sobra sem se perder. Pode receber ajuda com gratidão e ficar sem ela com dignidade. A frase não está prometendo os seus projetos; está prometendo a sua pessoa — inteira, de pé, contente — em qualquer estado que a vida designar.
O parágrafo que ensina essa habilidade, versículo por versículo, está em contentamento; a frase no seu capítulo e em quatro traduções, em Filipenses 4:13.